sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
O Sopro do Vento
Esse caminhar sempre para frente deixa atrás de si tanta história, tanta lembrança...
Coisas que pareciam inesquecíveis tornam-se lembranças nebulosas.
A marca das coisas, cada dia mais empalidecidas, nos dão garantia da efemeridade da vida e dos acontecimentos.
Até as cicatrizes mais profundas tendem a desaparecer com o tempo, por se tornarem rasas ou porque nos acostumamos à sua aparência...
O fato é que tudo passa. Nada dura para sempre. Nada dói eternamente.
Cada dia traz uma emoção perdida, um sentimento prestes a ser esquecido, uma lembrança tornada em esquecimento... A vida passa. E com ela passamos todos nós."
Kátia Garcia
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Blunt of Judah
Eu tô bem na minha altura
Onde na fadiga do vento
É que o veneno circula
E o remédio nem deve saber
Que acabou o descanso
Pra encontrar a cura
Fêmea sonhadora, seus devaneios
Me faz ver através das portas
E até atravessar espelhos
Tô no caminho do Blunt of Judah
Pra ficar sonhando depois que acordar
Interado com fumaça ativa
Flutuando sem nenhuma esteira
Em plena menção sativa
Escaneando o dia
Revelando a seqüência inteira
Se ligando pelos olhos e ouvidos
Verdadeira Odisséia na cera
Sempre ativo na interzona
Janela viva e acesa
Via erva santa sem amônia
Tô no caminho do Blunt of Judah
Pra ficar sonhando depois que acordar
O vermelho e o amarelo
Na quentura do véu
A fumaça era grande
E sumia no céu
Iluminismo no dubismo dos zumbis
A Babilônia não está tão longe
Pela quantidade que se consome
O paraíso dessa vez vem logo
Como um lugar sem nome
Tô no caminho do Blunt of Judah
Pra ficar sonhando depois que acordar