quinta-feira, 28 de maio de 2009

Tristeza: por favor vá embora!

Não tou acreditaaaando!!!
Tou grávida mais uma vez!...
E tou triste, muito triste...
É que não tenho a menor condição de botar 
outro ser humano nesse mundo cão.
Não tenho emprego, não tenho família. Só tenho o Antônio. 
Dependo dele, exclusivamente, e odeio isso!!!
Tudo o que eu queria era me formar e virar professora...
É pouco? E daí? É o meu sonho, pow!
É tão pouco e é quase impossível de eu realizar.
Uma merda...Tou chegando nos trinta. E quando olho pra trás: nada. 
Cara, não construí nada...
Sou tudo o que não planejava ser: mulherzinha, dona de casa, mãe de família. 
Não que eu tenha algo contra, há uma certa nobreza nessa escolha. 
O problema é que esta nunca foi a MINHA escolha.
Eu sei que foi um absurdo eu me deixar levar...
A verdade é que nunca consegui tomar as rédeas da minha própria vida...Agora tou aqui perdidinha da Silva com mais um rebento a caminho.
Desespero total! Tou me sentindo como uma suicida, sabe? Pra mim eu estou morta...
Ou, sei lá, virei uma máquina. Só sei que me procuro e o que encontro é 
frustração, vazio sem fim.
Vou ali fumar um pra ver se me sinto um pouco melhor.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Lazzy lady

Cara, tem dia que a noite é foda, né?
Aqui em casa tava assim direto. 

Por Shabayath!... Não sabia que eu era 
quase imprescindível pro meu povinho lindo...
Resumo da ópera: outro semestre foi pras cucuias.
É o jeito, tou com preguiça de sofrer, sabe? Se eu insistisse era nisso que ia dar.
Não dava nem pra pensar em deixar as coisas como estavam...
Confesso minha tristeza mas acredito ter tomado a decisão mais acertada.

O que salva nessas horas? Pollyanna, uai!
Só o jogo do contente mesmo!...
Primeiro: tou tirando carteira(viva os dinossauros!!)
Segundo: tou grudada de novo na minha cria(Huguito ganhou 
mais dois meses de leitim materno, ô trem bão!)
Terceiro: vou contar com a sorte, e minha bela cara-de-pau,
e dar aquela chorada básica na FaLe, né? Quem sabe eu consigo 
trancar de novo e ainda transferir pro matutino, hã, hã?
Que os deuses me ouçam e os santos digam amém!

Tá tão ruim assim não, eu sei...Vamo na fé!

Saravá, mizinfi!

terça-feira, 7 de abril de 2009

QUELQU'UN M'A DIT

ALGUÉM ME DISSE

Disseram-me que as nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes como murcham as rosas.
Disseram-me que o tempo que desliza é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz suas cobertas

No entanto alguém me disse...
Que você ainda me ama,
Foi alguém que me disse
que você ainda me ama
Seria isto possível então?

Disseram-me que o destino debocha de nós
Que não nos dá nada e nos promete tudo
Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,
Então a gente estende a mão e se descobre louco
No entanto alguém me disse...

Mas quem me disse que você sempre me amou?
Eu não recordo mais, já era tarde da noite,
Eu ainda ouço a voz, mas eu não vejo mais seus traços
'ele ama você, isso é segredo,
não diga a ele que eu disse a você'

Sabe, alguém me disse...
Que você ainda me ama,
Disseram-me isso realmente...
Que você ainda me ama,
Seria isto possível então?

Disseram-me que as nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes como murcham as rosas.
Disseram-me que o tempo que se vai é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz a sua coberta

No entanto alguém me disse...
Que você ainda me ama,
Foi alguém que me disse
Que você ainda me ama
Seria isto possível então?

DO ORIGINAL

On me dit que nos vies ne valent pas grand chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses.
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos chagrins il s'en fait des manteaux

Pourtant quelqu'un m'a dit
Que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore.
Serais ce possible alors ?

On dit que le destin se moque bien de nous
Qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout
Parait qu'le bonheur est à portée de main,
Alors on tend la main et on se retrouve fou

Mais qui est ce qui m'a dit que toujours tu m'aimais?
Je ne me souviens plus c'était tard dans la nuit,
J'entend encore la voix, mais je ne vois plus les traits
"il vous aime, c'est secret, lui dites pas que j'vous l'ai dit"

Tu vois quelqu'un m'a dit
Que tu m'aimais encore, me l'a t'on vraiment dit...
Que tu m'aimais encore, serais ce possible alors ?

On me dit que nos vies ne valent pas grand chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos tristesses il s'en fait des manteaux,


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O Sopro do Vento

"Os dias passam e, quando a gente olha para trás, já se passou tanto tempo, e tudo parece estar tão distante, que assustar-se é inevitável.
Esse caminhar sempre para frente deixa atrás de si tanta história, tanta lembrança...
Coisas que pareciam inesquecíveis tornam-se lembranças nebulosas.
A marca das coisas, cada dia mais empalidecidas, nos dão garantia da efemeridade da vida e dos acontecimentos.
Até as cicatrizes mais profundas tendem a desaparecer com o tempo, por se tornarem rasas ou porque nos acostumamos à sua aparência...
O fato é que tudo passa. Nada dura para sempre. Nada dói eternamente.
Cada dia traz uma emoção perdida, um sentimento prestes a ser esquecido, uma lembrança tornada em esquecimento... A vida passa. E com ela passamos todos nós."

Kátia Garcia

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Blunt of Judah

Eu tô bem na minha altura
Onde na fadiga do vento
É que o veneno circula
E o remédio nem deve saber
Que acabou o descanso
Pra encontrar a cura
Fêmea sonhadora, seus devaneios
Me faz ver através das portas
E até atravessar espelhos
Tô no caminho do Blunt of Judah
Pra ficar sonhando depois que acordar
Interado com fumaça ativa
Flutuando sem nenhuma esteira
Em plena menção sativa
Escaneando o dia
Revelando a seqüência inteira
Se ligando pelos olhos e ouvidos
Verdadeira Odisséia na cera
Sempre ativo na interzona
Janela viva e acesa
Via erva santa sem amônia
Tô no caminho do Blunt of Judah
Pra ficar sonhando depois que acordar
O vermelho e o amarelo
Na quentura do véu
A fumaça era grande
E sumia no céu
Iluminismo no dubismo dos zumbis
A Babilônia não está tão longe
Pela quantidade que se consome
O paraíso dessa vez vem logo
Como um lugar sem nome
Tô no caminho do Blunt of Judah
Pra ficar sonhando depois que acordar

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Banho de chuva

"Em BH 27º, altura da Raja Gabaglia"

Com aquele mormaço todo, claro que ela ia cair.
E foi boa demais! Refrescante, revigorante, uma carícia...
Foi então que reparei que há muito, muito tempo eu não tomava
banho de chuva...Tinha até esquecido como era bom...
É preciso lavar a alma de vez em quando.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Do nascimento

Eu nasci há dez anos atrás.
Eu estava com dezoito anos de idade quando me apresentaram Sartre. Consequentemente conheci sua companheira Simone. Pronto, havia enfim encontrado a filosofia da minha vida.
Parei de acreditar em Deus e virei eu mesma o meu Deus. E via tudo mais claro...Foi como sair da caverna do Platão...Eu só via vultos mas aprendi a enxergar. Não sem a ajuda de meu querido Antônio e sua grande amiga Cannabis Sativa...É gente, foi quando nasci.
Fui crescendo bem saudável, em companhia de figuras muuuito bacanas! O Huxley, cara! Aplicou-me o Admirável mundo novo, daí veio o Orwel com o 1984, o Camus com o seu Estrangeiro, cáustico...E tinha as conversas nos botecos(eu, Paulo, Antônio e Bernardo) que me faziam me sentir cada vez mais humana...Claro que passei por algumas doenças, tipo niilismo, ateísmo mas me curei rapidamente. E depois que entrei pra UFMG, percebi que o saber também é leve e vi que eu amava a língua, a linguagem, a comunicação e pirei... Depois de cair no rock, frequentar assiduamente a boemia e quase virar alcóolotra, eis que me mudo pra Viçosa. Na permanente busca por uma consciência legal. no primeiro semestre correu tudo às mil maravilhas até que o Banco do Brasil me chamou(dois anos após eu ter feito concurso). Deu tudo errado, por causa de uma burocracia rídicula! E ainda por cima meu segundo semestre foi pro Woodstock e eu fiquei chupando dedo!
Em 2004 o Antônio passou na BR. E lá vai a Shirley para Macaé. Ô lugarzinho maldito! Lá eu penei até o fim do ano e então voltei a BH. Quando aqui cheguei fiquei meio sem saber o que fazer...Precisava achar uma casa, voltar a estudar, passar em algum concurso e ainda tava louca pra engravidar...Acabei passando o ano meio no limbo. Só alugamos uma casa em agosto e, não sei porque cargas d'água, não fiz vestibular, não passei em nenhum concurso e não engravidei...
Em 2006 as coisas melhoraram um pouquinho...Em março descobri que estava grávida. Foi uma grande felicidade mas novamente não tentei o vestibular. Em 2007 não teve jeito: eu tinha de voltar a estudar! E não é que eu voltei pra Federa? Ufa! Comecei o semestre empolgadíssima! E quando chega meados de março eis que um enjôo terrível começa a rolar...Gente! Eu tava grávida de novo! Cara, eu fui em Marte e voltei! No fim acabou dando tudo certo...Só que mais uma vez eu perdi o ano letivo...rsrsrs
Às vezes me pergunto: será que eu ainda vou conseguir me formar?
Tomara que neste ano eu consiga engatar de vez...